São Paulo - A psicóloga e professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Renata Novaes Pinto, de 44 anos, foi executada com três tiros na cabeça na manhã de ontem, na Vila Madalena, zona oeste de São Paulo. A polícia acredita que o crime tenha sido encomendado. Em depoimento, o marido dela, o advogado Sergio Henrique Cardoso Lisboa, de 42 anos, não soube dizer se a mulher tinha inimigos.
  Eram 7h15 quando a psicóloga estacionou seu Ford Fiesta prata na porta de casa e foi abordada por um homem a pé, vestindo moletom vermelho e com capacete colorido. Ele atirou à queima-roupa contra a vítima e fugiu em uma moto preta com outro rapaz. Nada foi levado.
  Todos os dias, Renata deixava os quatro filhos (três adolescentes e uma criança) na escola, na região de Pinheiros, e seguia para o trabalho, na Unifesp, na Vila Clementino, zona sul da cidade. Ontem, como era dia do rodízio de seu carro, Renata voltou para a casa para pegar o automóvel do marido, mas nem teve tempo de descer.
  Testemunhas contaram que a ação dos criminosos durou cerca de 30 segundos. O delegado da seccional oeste, Jorge Carlos Carrasco, disse que a morte de Renata foi ‘‘execução.’’

mockup