Professor reclama de procedimento em posto de saúde
Ciente de que são necessários os dois exames - PSA e de toque - para um diagnóstico precoce do câncer de próstata, o professor de português Gilmar Jacob, de 48 anos, questiona o atendimento que recebeu em uma unidade básica de saúde (UBS) em Londrina.
Há três anos sem fazer o exame, ele primeiro estranhou o fato de ter que ser atendido no posto de saúde por um clínico geral, e não no urologista com quem já se consultava. Mas ficou alerta quando na consulta com o médico generalista, no caso uma médica, recebeu a informação de que ''se o resultado do PSA fosse normal, não precisaria fazer o exame de toque''.
''O correto é fazer os dois (exames), porque só o PSA não dá segurança nenhuma. E o exame de toque deve ser feito por especialista, não pelo clínico geral. Já existe esse problema de preconceito entre os homens e agora ainda banalizam o exame? É uma situação ruim para todos os homens acima de 40 anos em Londrina'', opina.
Segundo Maira Sayori Sakay Bortoleto, da diretoria de ação em saúde, da Secretaria Municipal de Saúde, por conta de uma política nacional de regulação houve uma mudança no agendamento de especialidades. Ela explica que a ''porta de entrada'' para o atendimento médico hoje é o posto de saúde, onde o paciente é atendido pelo clínico geral que, a partir da consulta e dos exames, encaminha para o especialista. ''Quem solicita o exame de toque é o clínico geral, no posto de saúde. Está 'nascendo' o fluxo que determina quando e quem vai fazer o exame de próstata'', informa.
A rotina, garante a médica Raquel Cristina Guapo Rocha, da gerência médica da Secretaria Municipal de Saúde, é oferecer o exame de toque e o laboratorial. ''Não é vedado a consulta com o urologista, se o paciente prefere'', afirma, lembrando que, quando o paciente não tem queixas, ele entra em uma fila de espera. (C.P.)





