Professor não é interrogado e Justiça marca nova audiência de morte de diretor da UENP
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terça-feira, 12 de março de 2019
Rafael Machado<br>Grupo Folha 
A expectativa era grande para que o professor Laurindo Panucci Filho fosse interrogado nesta segunda-feira (12) pelo juiz criminal de Cornélio Procópio, Ernani Marchini, o que não aconteceu. No dia 5 de abril, devem ser ouvidas as testemunhas arroladas pela defesa do réu, que confessou o assassinato a machadadas do diretor da UENP (Universidade Norte do Paraná), Sérgio Roberto Ferreira, 60 anos, em dezembro passado. O crime aconteceu em uma das salas da instituição de ensino. Ele até chegou a ser levada para a Santa Casa da cidade, mas morreu no hospital.

Nesta segunda, conforme o advogado Marcus Alcântara Genovezi, que defende os familiares da vítima, das oito pessoas convocadas pela acusação, seis depuseram. Dentre elas, estão servidores da universidade e investigadores que participaram da apuração criminal. "Foram depoimentos importantes. Os funcionários atestaram que o acusado tinha um comportamento difícil com os alunos e não respeitava a hierarquia do local que trabalhava. Além disso, confirmaram que o Sérgio possuia um tom conciliador e pacífico, sempre procurando agregar para a entidade educacional. Os policiais ratificaram a cena do homicídio, disseram que havia muito sangue e até exposição de massa encefálica, tamanha a brutalidade do ato", explicou.
Apesar de não ter sido interrogado, Panucci Filho compareceu ao Fórum e acompanhou os esclarecimentos dos agentes, mas saiu da sala de audiência a pedido de outras testemunhas. A FOLHA não conseguiu contato com o advogado dele. O docente está preso desde o final de fevereiro na cadeia de Cornélio, para onde foi transferido após ficar mais de dois meses detido no interior de São Paulo.
Ele foi denunciado pelo Ministério Público por homicídio triplamente qualificado por meio cruel, recurso que dificultou a defesa e motivo fútil. Se for condenado, a pena pode ultrapassar 30 anos de prisão. Depois do interrogatório, a Justiça decidirá se envia ou não o caso para júri popular.


