Professor em licença médica acompanha Copa do Mundo na Rússia
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quarta-feira, 20 de junho de 2018
Luís Fernando Wiltemburg - Reportagem Local 
A Seap (Secretaria de Estado da Administração e Previdência) do Paraná apura a conduta de um professor da rede estadual de ensino que está em viagem à Rússia, na Copa do Mundo, enquanto permanece afastado do trabalho por força de atestado médico. O motivo do afastamento permanece em sigilo devido ao sigilo entre médico e paciente.
O perfil do professor no Facebook é bloqueado para quem não tem laços de amizade, mas uma postagem de um amigo registra o encontro com o ex-jogador Cafu " tbem (sic) rumo a Copa da Rússia 2018" no grupo "Copa do Mundo de Futebol 2018", que é aberto e que tem o professor como um dos administradores.
Segundo a Seap, o afastamento ocorreu em 4 de maio, após receber licença médica por 60 dias. Entretanto, a coordenação de Segurança e Saúde Ocupacional, órgão da Seap, diz que já havia recebido denúncia antes mesmo de a viagem do professor vir a público.
Ainda de acordo com a nota, a investigação da Seap iria convocá-lo para reavaliação médica pericial em junta médica. "A abertura de investigação deve-se à análise preliminar de que uma viagem dessa magnitude exige organização prévia, no mínimo de médio prazo, visto a necessidade de compra de passagens e ingressos para os jogos", explica a nota.
O professor será ouvido na Coordenadoria de Segurança e Saúde Ocupacional para a justificativa da viagem em período. Entretanto, a nota justifica que cabe à coordenadoria "avaliar todos os casos em que há requerimento solicitado pelo servidor a partir de um atestado médico, de médico de escolha do servidor, que embasa uma possibilidade de concessão de benefício. Assim procedeu esta Coordenação e, também, diante do fato exposto, tem a obrigação, e é prerrogativa estatutária, solicitar o comparecimento do servidor para reavaliação do benefício concedido. O objetivo da reavaliação é o da manutenção, ou cassação, do feito conforme o que se apresentar tecnicamente à Junta Médica."
A reportagem ligou para o número de telefone em nome do professor para solicitar um contato dele na Rússia, mas a mulher que atendeu disse que "não havia nenhum número" e desligou.


