Curitiba - Um professor de informática de 50 anos de uma escola municipal de Curitiba foi afastado no final do mês de agosto de suas funções devido a denúncias de crime sexual. O homem é suspeito de ter abusado de pelo menos 15 meninas com idades entre 11 e 13 anos. Conforme investigações do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria) os abusos estariam acontecendo desde o início do ano letivo. O afastamento aconteceu no final de agosto, mas só se tornou público nesta semana.
Segundo a delegada responsável pelo caso, Sabrina Alexandrino, do Nucria, o primeiro boletim de ocorrência foi registrado no dia 28 de agosto, pela mãe de uma das crianças e, no mesmo dia, a escola afastou o professor. O inquérito foi instaurado no dia seguinte e, até agora, mais de 35 pessoas já foram ouvidas.
"Temos depoimentos, provas testemunhais e laudos periciais no Instituto Médico Legal (IML). De acordo com os relatos, o professor costumava apalpar as genitálias das alunas quando agachava ao lado delas nos computadores para dar explicações", contou a delegada.
Há duas semanas o Nucria pediu a prisão preventiva do professor à 12ª Vara de Crimes contra a Criança e o Adolescente. O pedido, entretanto, foi negado pela Justiça. Apesar disso, foi expedido um mandado de busca e apreensão na residência do suspeito. "Estamos averiguando o material que foi apreendido. Recolhemos computadores, celulares, laptops e outros equipamentos eletrônicos que podem dar indícios importantes sobre o caso", ressaltou Sabrina.
O nome do suspeito e da escola onde ele lecionava não foram divulgados. O Nucria ainda informou que o professor lecionava na rede municipal há cinco anos. A Secretaria Municipal de Educação, no entanto, não confirmou a informação. Para Sabrina, casos como este reforçam a necessidade de se fazer uma denúncia para auxiliar o trabalho da investigação policial. "Sem dúvida é essencial para o trabalho da polícia. Mesmo muitas pessoas tendo medo é importante que se faça a denúncia", completou.

Educação
A Secretaria Municipal de Educação (SME) informou que o professor foi afastado das atividades e do convívio com as crianças assim que as denúncias chegaram à diretoria da escola, há duas semanas. Segundo a secretaria, a Prefeitura acionou a Rede de Proteção para a Criança e o Adolescente e o Conselho Tutelar para acompanhar o caso. Além disso, a Procuradoria Geral do Município abriu um inquérito administrativo contra o servidor e, se as acusações forem comprovadas, ele poderá ser exonerado.

mockup