Professor é morto em ritual de magia no interior de SP
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terça-feira, 12 de outubro de 1999
Por Adriana Carvalho 
Bom Jesus dos Perdões, SP, 13 (AE) - O professor Anésio Fonseca, de 34 anos, foi morto com golpes de martelo e teve o corpo parcialmente queimado durante um ritual de magia , na madrugada de domingo, em Bom Jesus dos Perdões, a cerca de 70 quilômetros de São Paulo. Ontem (12) a polícia prendeu dois acusados, que confessaram o crime. O pai-de-santo Paulo Rogério de Lima, de 19 anos, e sua mulher, Ana Beatriz Ramos, de 34, alegaram que queriam apenas o talão de cheques de Fonseca.
Lima disse que estava fazendo um "trabalho de amarração" para Fonseca, que era homossexual. "Nós mantivemos um relacionamento amoroso, mas foram só duas vezes", contou. "Não fui eu quem o matou, eu havia incorporado meu guia de frente, o tranca-rua das almas, quando tudo ocorreu", continuou. "Eu estava fazendo um trabalho para ele amarrar um rapaz por quem ele estava interessado; acho que as marteladas, quem desferiu, foi minha mulher, Beatriz", acusou Lima. Ana Beatriz nega o crime e acusa o marido.
Para o delegado César Augusto de Toledo César, titular da Delegacia de Polícia Civil, responsável pela investigação, o casal premeditou a morte de Fonseca. "Antes do assassinato houve uma encenação, que começou na casa do professor, em Atibaia", disse. Segundo ele, o pai-de-santo havia determinado que a vítima comprasse álcool, garfos e pinga. O álcool foi usado para pôr fogo no corpo de Fonseca. "Após a investigação que comandei, descarto a hipótese de que o casal queria apenas roubar o talão de cheques da vítima."
O casal foi preso em Nazaré Paulista e estava com a moto de Fonseca, seus documentos pessoais e o talão de cheques. O professor lecionava português e inglês na Escola Estadual Carlos José Ribeiro, em Atibaia, havia nove anos. "Esse tal de Rogério havia ligado várias vezes para o Anésio na escola; todas as vezes que passávamos o recado ele ficava agitado", disse a diretora Ísis Gonçalves.


