Rio de Janeiro - Quinze minutos depois que a equipe de policiais militares encarregada de patrulhar a área deixou a porta da instituição, o professor Luís Felipe Magalhães Costa, 31 anos, foi assassinado durante uma tentativa de assalto à Escola Estadual Norma Toop Uruguai, em Parque Lafayete, Duque de Caxias (município na Baixada Fluminense, região metropolitana do Rio).
O crime ocorreu por volta das 19h de anteontem. Segundo a Polícia Civil, Magalhães foi morto após flagrar os assaltantes tentando roubar equipamentos de informática.
Costa, que lecionava história, teria estranhado a movimentação e ido observar o que estava acontecendo. Baleado no tórax, o professor ainda chegou a ser levado para o Hospital Geral de Duque de Caxias, onde morreu.
O professor era casado. Sua mulher está no oitavo mês de gestação.
Revoltado com o assassinato do professor, o secretário estadual de Educação, William Campos, pediu ao comandante-geral da PM (Polícia Militar), coronel Francisco Braz, que acelere a implantação do projeto de patrulhamento escolar, que visa reforçar a segurança em unidades situadas em áreas de alto risco. O secretário decretou luto oficial para hoje em todas as escolas da rede estadual de ensino.
Até as 18h de ontem, a polícia não tinha pistas sobre os assassinos. Para ajudar na elaboração dos retratos falados dos criminosos, a polícia ouviu a diretora da escola, Neuza Maria Marins, funcionários e alunos.
O corpo do professor foi enterrado ontem à tarde no cemitério Tanque do Anil, em Duque de Caxias.

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