Curitiba - O professor de matemática Aristóteles Kochinski Smolarek Júnior, 29 anos, foi julgado ontem no Tribunal de Júri de Curitiba pelo assassinato a mulher Luciane Ribeiro de Paula (na época com 18 anos) enquanto faziam uma viagem de turismo no Chile. Ele havia sido condenado a 28 anos de prisão, em junho de 2004, mas o Tribunal de Justiça (TJ) anulou o primeiro julgamento, acatando recurso da defesa. Ontem, os jurados mantiveram a condenação por homicídio qualificado, premeditado, por motivo torpe e ocultação de cadáver. Até o fechamento desta edição, o juiz Rogério Etzel não havia dado a sentença. A defesa adiantou que irá recorrer.
Smolarek se negou a responder as perguntas da Justiça Estadual. Ele contrariou a orientação dos advogados de defesa e não quis relatar como foi a morte de Luciane. ''O julgamento fica prejudicado com a decisão dele em não falar. Ele poderia esclarecer questões importantes para que pudéssemos comprovar que o crime não foi premeditado e que ele não tentou ocultar o corpo da vítima. O crime não foi homicídio e, sim, lesões corporais seguida de morte'', argumentou o advogado Walmir de Oliveira Lima Teixeira, que defendeu o professor.
Smolarek está preso desde 2001 na Penitenciária Central do Estado (PCE). De acordo com as peças produzidas pelo Ministério Público (MP) Estadual, Smolarek e Luciane se casaram em 8 de junho de 1998. Em seguida, teriam feito um seguro de vida de US$ 250 mil para Luciane tendo como beneficiários a menina Vanessa (registrada por ele como filha) e o próprio Smolarek. O seguro era válido para o período de viagem entre 31 de julho e 9 de agosto. Os dois seguiram em viagem para Santiago (Chile). No dia 4 de agosto, ele teria saído do hotel com ela e parado o carro num local deserto. Lá, teria matado a mulher com várias pancadas na cabeça com um bastão de baseball. Luciane que estava grávida teve abordo instantâneo. O corpo teria sido levado para uma ribanceira, onde teria sido jogado.(Com Andrea Lombardo)

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