Professor destaca que adolescentes precisam refletir
O professor Antônio Joaquim Severino, da Faculdade de Educação da USP, coordenador de um Grupo de Trabalho em Filosofia da Educação, entregou aos senadores uma análise da questão, ponderando que adolescentes precisam se dar conta de sua existência histórica e que cabe a componentes filosóficos iniciá-los num processo de reflexão e discussão para que eles ''possam lidar com a própria subjetividade no enfrentamento das condições circunstanciais de suas vidas concretas''.
Debate bom, que ficou restrito ao parlamento. Duas visões do que é educar: se uma delas democratizou o acesso e o que é e para que serve ''conhecimento'', a outra cobra espaço na escola para que o sentido mais profundo da cultura e da vida seja discutido. Convém notar que a opinião do professor Severino, por exemplo, foi acompanhada por 40 senadores. Os ditos intelectuais ''orgânicos'', seja lá do que for, não se meteram no assunto. Porém, a aprovação pelo Senado e Câmara remete a inclusão dessas disciplinas à sanção presidencial. A palavra final sobre o assunto está com o presidente Fernando Henrique Cardoso. Talvez, até o presidente agradeceria se uma decisão como essa não ficasse restrita à solidão do poder e a chamada intelectualidade dela participasse. (L.T.)





