Londrina – Para o professor aposentado da Universidade Estadual de Londrina (UEL) José Carani, o vestibular tradicional atual não atende a vocação real dos candidatos. "Este sistema fracassou. É um sistema de exclusão, sobretudo dos jovens da classe média baixa e dos pobres. É só pegar os números. Em diversos cursos existem muito mais candidatos que vagas, mas depois do vestibular estas vagas não são preenchidas. Não dá para continuar da forma que é", critica.
De acordo com Carani, o uso da nota do Enem para o acesso às universidades é um avanço para o ensino brasileiro, apesar de precisar ainda de aperfeiçoamento. "Seria interessante que se usasse a nota do Enem e a nota de uma prova específica para o curso de interesse do candidato. A média indicaria a classificação ou não", sugere.
Carani defende um sistema de inclusão educacional em que as universidades, no primeiro ano da graduação, abririam o triplo de vagas disponíveis. Este período serviria para o amadurecimento dos alunos e somente os melhores, e os que realmente se interessam pelo curso, continuariam a partir do segundo ano.
"Isso evitaria uma evasão ao longo do curso, (e garantiria) alunos mais interessados em aprender e mais bem preparados, além de professores motivados por saber que estão dando aula para quem realmente gosta do curso e quer se formar", frisa.(L.F.C.)

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