Porto Alegre, 13 (AE) - A formação adequada de profissionais para atuação no processo de integração do Mercosul requer a instituição de centros nacionais e supranacionais dedicados à promoção de "reflexão, ensino, debates e estágios" sobre o tema. A tese foi defendida hoje pelo professor Franklin Trein, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), durante simpósio na 51.ª Reunião Anual da SBPC, no câmpus da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio Grande do Sul.
Citando como referências a Universidade e o Colégio da Europa, criados pela União Européia, Trein disse que esses centros seriam responsáveis pela formação de "competências" capazes de operar no ambiente econômico, social, político, cultural e histórico multifacetado do mercado comum. "Fora do corpo diplomático formado pelo Instituto Rio Branco, o número de pessoas dedicadas às relações internacionais no Brasil é muito pequeno". Segundo ele, o governo deve projetar o interesse pela área, estruturando e acompanhando o desenvolvimento de cursos, mas as empresas precisam participar, "criando espaços de atuação para esses profissionais".
A professora Maria Suzana Soares, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, disse que o Mercosul é prejudicado pelo "déficit" de professores, pesquisadores e financiamento para investigações acadêmicas sobre integração, além da "quase total ignorância" a respeito da história latino-americana. (S.B)

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