O professor universitário aposentado Albino Nogueira de Faria, de 78 anos, foi preso anteontem à noite, acusado de pedofilia, ao ser flagrado fazendo fotos da menor A.A.V., de 16 anos, que estava nua. No apartamento de Faria, em Copacabana, na zona sul do Rio, foram encontradas milhares de fotografias de garotas e pelo menos cem fitas pornográficas feitas com menores. Ele já havia sido preso em 1996 pelo mesmo crime.
A.A.V. contou que foi trancada por Faria no apartamento
e que ele não pagava as jovens pelos trabalhos. Segundo ela, o professor venderia as fitas por até R$ 6 mil a um grupo de norte-americanos que o visitava a cada quinze dias. Cada foto custava R$ 500. ‘‘Todo o dinheiro ficava com ele’’, contou A. à comissária Valéria Fernandes, da 1ª Vara da Infância e Juventude. Segundo ela, os estrangeiros costumavam ter relações sexuais com menores no apartamento de Faria. As jovens contaram à comissária que mulheres ajudavam o professor a aliciar menores.
A prisão de Faria foi feita por policiais que investigavam um roubo e descobriram suas atividades por acaso. Além de A., uma jovem de 18 anos também estava sendo fotografada nua. O professor disse à polícia que está sendo vítima de ‘‘falso moralismo’’. ‘‘Eu não preciso aliciar ninguém, elas é que vêm até a minha casa’’, afirmou.
Ele foi levado para a carceragem da Polinter, no centro do Rio. Em agosto de 1996, o professor foi preso com 588 fitas e fotografias pornográficas, a maioria feita com menores, além de cocaína, no mesmo apartamento de Copacabana. Em alguns filmes de sexo explícito, o próprio Faria - que foi solto dias depois - contracenava com as meninas.

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