São Paulo, 15 (AE) - O vereador Nélson Proença, um dos mais bem avaliados pelo caderno especial Câmara S.A. publicado pelo jornal "O Estado de S.Paulo", deixou o PSDB acusando a bancada municipal do partido de ser "burocrática e perder muito tempo com ações políticas, em detrimento do debate dos grandes temas de interesse da cidade". Proença, eleito com 13.500 votos
deve filiar-se no fim do mês ao PPS - o mesmo partido para o qual transferiu-se recentemente o deputado federal Emerson Kapaz - e poderá tornar-se o líder do partido na Câmara.
Médico e ex-presidente das associações Médica Paulista e Brasileira, o vereador disse ter ficado chateado com a perda de um espaço político que julgava garantido no PSDB. O parlamentar disse que pretendia coordenar as propostas de saúde pública da legenda para a eleição municipal de 2000, mas acabou alijado do processo. "A bancada municipal também estava muito burocrática, preocupando-se apenas com o jogo político ao contrário de preocupar-se em discutir com profundidade os grandes temas de interesse da cidade", disparou. Na Câmara, os vereadores comentam que Proença deixou o PSDB porque percebeu que não conseguiria tornar viável o seu objetivo de ser indicado candidato a vice-prefeito na virtual chapa encabeçada pelo vice-governador Geraldo Alckmin.
O autor indicado do pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos partidos de oposição, Roberto Trípoli (PSDB)
disse que não adianta discutir os grandes temas da cidade enquanto as denúncias de irregularidades envolvendo o Executivo não forem apuradas. O líder do PSDB na Câmara, Dalton Silvano, foi mais enfático: "Essa é a postura de uma homem rancoroso, que faz afirmações totalmente improcedentes", disse. "Ele participou de todas as reuniões da bancada e aprovou as medidas, políticas ou não", completou.

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