São Paulo, 01 (AE) - Os medicamentos ficaram até 9% mais caros a partir de hoje, segundo pesquisa realizada pela Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Abifarma). O levantamento abrange os 100 produtos farmacêuticos mais vendidos
responsáveis por 42% do mercado nacional. A entidade não revela qual foi o reajuste médio. Diz apenas que 28% dos produtos não tiveram reajuste, 47% ficaram até 3,61% mais caros e 25% subiram de 3,61% a 9%.
Segundo nota divulgada hoje pela Abifarma, a indústria está seguindo acordo fechado com o governo em janeiro, que prevê o repasse, em três vezes mensais a partir de março, da desvalorização cambial sobre os custos dos insumos importados, a um dólar de R$ 1,70. No caso dos produtos prontos importados, o repasse pode ocorrer em duas vezes.
Segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), no ano passado os produtos farmacêuticos registraram alta de 2,89%, ante deflação de 1,79% no período. Em janeiro, o IPC subiu 0,50%
enquanto os produtos farmacêuticos ficaram 0,24% mais caros.

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