Muitas receitas caseiras chegam por aplicativos de mensagens e prometem combater o mosquito Aedes aegypti, vetor dos vírus da dengue, chikungunya e zika. O problema é que elas não têm o aval dos cientistas. O infectologista Dalcy Albuquerque, da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, reforça que a aprovação de produtos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é uma garantia oficial da segurança e eficácia do produto.
Os boatos pelas redes sociais já falaram da eficácia da vitamina B12, de própolis, citronela, de cravo da índia, entre outras ferramentas que teoricamente afastam o mosquito. A farmacêutica londrinense Danielle Gasparino do Prado, prepara fórmulas manipuladas de repelente. Ela até usa a citronela na composição, mas explica que apenas como forma de potencializar o efeito dos produtos atestados contra o Aedes. Apesar de manipular repelentes à base de icaridina, ela conta que a procura pelo IR3535 é maior, pois custa até três vezes menos.
A Organização Mundial da Saúde e Ministério da Saúde recomendam que a população, principalmente mulheres grávidas, usem calças compridas, sapatos fechados, mangas compridas e coloquem telas nas janelas, especialmente em locais com maior incidência do mosquito. O uso de repelentes aprovados pela Anvisa é outra recomendação das duas entidades, mas todas as recomendações dos rótulos devem ser seguidas. (C.F. com Agência Brasil)

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