Produtores rurais de cinco Estados promovem hoje em Campo Grande um protesto contra o programa da reforma agrária do governo federal e invasões de fazenda por trabalhadores rurais sem-terra. O protesto acontece no mesmo dia em que o MST realiza manifestações para lembrar o massacre de Carajás. Os organizadores estimam reunir quatro mil pessoas. Eles usarão máquinas colheitadeiras, caminhões, cavaleiros, automóveis e até um helicóptero.
O protesto é organizado pelo Movimento Nacional de Produtores (MNP), criado em 97 e mantido pelas quatro principais entidades representativas dos produtores rurais no país: Confederação Nacional de Agricultura, Sociedade Rural Brasileira, Organização das Cooperativas Brasileiras e Associação Brasileira dos Criadores de Zebu.
Representantes da União Democrática Ruralista (UDR) de São Paulo também deverão participar do protesto. Os manifestantes farão uma carreata do Parque Laucídio Coelho (onde ocorre a maior feira agropecuária do Estado) até uma praça no centro da cidade, onde haverá um ato público. O coordenador regional do MNP, Renato Merem, disse que o protesto ‘‘é contra a forma pela qual o governo federal faz a reforma agrária’’. Merem disse que ‘‘é preciso fazer algo’’ para conter a onda de invasões no Estado.

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