Produtores distribuem 6 toneladas de feijão para protestar contra preço
Salvador, 16 (AE) - Seis mil quilos de feijão serão distribuidos amanhã pelos agricultores da microrregião de Irecê, a 468 quilômetros da capital baiana, para famílias carentes, como protesto pelo baixo preço do produto. A manifestação, que ocorrerá em frente à agência local do Banco do Brasil, está sendo organizada pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura da Bahia (Fetag) , Pólo Sindical de Irecê e sindicatos de trabalhadores rurais dos 24 municípios da região. São esperadas pelo menos duas mil pessoas no protesto.
Os agricultores reivindicam preço mínimo de R$ 38,00 pela saca de 60 quilos, mas os atravessadores, que revendem o feijão para todo o Estado, estão pagando apenas R$ 21,00. Este preço estaria abaixo do valor médio calculado para a produção de uma saca em Irecê, que é de R$ 25,56. Além disso, os agricultores estão cobrando que os governos federal e estadual comprem, no mínimo, 40% do feijão a ser colhido este ano, cerca de 127.148 toneladas, uma das melhores dos últimos tempos na região, que teve várias safras arrasadas pela seca.
Segundo a Fetag, os governos estadual e municipal só admitem comprar 17% do feijão colhido. Existiria uma promessa da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal) da Secretaria de Agricultura do Estado, que mantém a rede de supermercados Cesta do Povo, de pagar R$ 32,00 pela saca de feijão tipo 1, mas até o momento, nenhum negócio foi fechado.





