Natal, 1 (AE) - A desvalorização do real frente ao dólar, o fechamento sob pressão da importação de sal e a estiagem na região nordeste são o novo alento para o setor salineiro do Rio Grande do Norte. O aumento na produção e colheita do sal apontam para uma safra de cinco milhões de toneladas.
O Estado concentra 95% da produção nacional. O setor gera cinco mil empregos diretos e dez mil indiretos, mantendo a posição de forte gerador de renda no litoral norte potiguar. Diariamente, 300 carretas saem carregadas de Mossoró, segunda maior cidade do Estado, para abastecer o mercado nacional e externo.
Herbert Vieira, vice-presidente do Sindicato das Indústrias Produtoras de Sal do RN - Siesal, diz que, apesar da boa perspectiva para o setor este ano, os empresários sofrem com a falta de capital de giro e de estímulo por parte dos bancos oficiais e ainda pela ausência de um órgão controlador de preços.
"A tonelada do sal refinado é vendida diretamente da fonte por R$ 60,00, em média, enquanto nosso custo dispara", reclama Vieira, diretor da empresa Cimsal. Ele lamenta a falta de estrutura do porto de Areia Branca, o único da região salineira.
A grande oferta de sal, que está formando verdadeiras pirâmides brancas entre as cidades de Macau e Mossoró é comemorada pelos produtores, mas, segundo Vieira, é necessária uma articulação entre as empresas para baixar os custos de produção.

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