Brasília, 10 (AE) - O Minsitério do Meio Ambiente e da Amazônia Legal (MMA) está convocando todas as empresas produtoras de pilhas e baterias do País para uma reunião, na terça-feira, para saber que medidas elas vêm adotando para fazer o descarte desses produtos usados. A resolução 257, do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), obriga essas empresas a adotarem medidas para reclicagem e tratamento das baterias que perderam seu valor energético e dá o prazo até ao final do ano para as empresas cumprirem essas normas. As empresas que descumprirem a resolução do Conama podem ser multadas, alertou hoje o ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho.
Segundo o ministro, pelas normas fixadas pelo Conama, as empresas que produzem pilhas e baterias que em sua composição contenham metais tóxicos como mercúrio, cádmio e chumbo, são obrigadas a colocar nas embalagens avisos sobre os riscos do manuseio desses produtos para a saúde humana e ao meio ambiente. A resolução prevê, ainda, que as pilhas e baterias devem ser devolvidas ao comércio após serem usadas. Os fabricantes são também responsáveis pela reciclagem, tratamento e incineração das pilhas.
Hoje, as pilhas e baterias são tratadas como lixo comum e representam uma ameaça de contaminação aos lençóis freáticos, ao solo, a fauna e a flora. Nos últimos quatro anos, segundo estudo do Ministério do Meio Ambiente, cerca de 11 toneladas de baterias de telefone celular foram depositadas como lixo doméstico. Em 80% delas, o cádmio era o metal mais utilizado.

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