São Paulo, 17 (AE) - Os produtores de cimento não estão conseguindo repassar aos consumidores os aumentos de custos dos últimos meses, como os 136% no óleo combustível de dezembro até agora, responsável por 50% de seus custos ou mesmo 30% de ajuste no preço da energia elétrica, segundo levantamento do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (Snic). Os aumentos seriam de 12% no preço do cimento, mas não é possível repassar porque há uma boa oferta do produto no mercado, explicou o diretor executivo do Snic, João Batista Menescal Fiuza.
Segundo ele, muitos fabricantes aumentaram em média seus preços entre 5 a 7% e, em grande parte, tiveram que reduzir os ajustes para atenderem o mercado. "Quem determina o preço do produto é o mercado. É isso que vemos hoje no mercado de cimento", afirmou.
Conforme estimativas do Snic, hoje para fazer frente aos ajustes do óleo combustível, da energia elétrica e dos equipamentos importados pelas indústrias, que sofreram com a desvalorização cambial, o cimento deveria ser reajustado em pelo menos 12%.
O mercado em julho foi desfavorável, pois acabou sendo prejudicado pelo movimento dos caminhoneiros, que parou o transporte de carga no País. "Cada dia de paralisação no transporte para o setor de cimento significa que se vendeu 130 mil toneladas a menos", disse Fiuza. "Diante desse quadro, em julho se vendeu no mercado 3.413.000 de toneladas de cimento contra 3.508.800 toneladas de cimento de igual período do ano passado. Houve uma queda de 2,7%, disse João Batista Menescal Fiuza.
O Snic prevê que em 99 a produção do setor e as vendas deverão crescer em um porcentual próximo de 1 a 2%. Até julho o crescimento acumulado do ano era de 0,7%.

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