Porto Alegre, 9 (AE) - Produtores liderados pela Federação das Associações de Arrozeiros (Federarroz) fecharão amanhã (10), a partir das 9 horas, a ponte internacional que liga Uruguaiana (RS) a Paso de Los Libres, na Argentina. Eles farão um cordão humano sobre a travessia para impedir a entrada de arroz argentino, que vem provocando a queda acentuada dos preços internos nas últimas semanas devido ao excesso de oferta.
Segundo o presidente da Federarroz, Antônio Elói Paz, durante o bloqueio haverá uma reunião com entidades similares do Uruguai e da Argentina para a definição de uma política comum de comercialização. Uma das alternativas que será apresentada aos argentinos é a utilização de armazéns em território brasileiro para evitar que a produção de arroz daquele país tenha que ser vendida rapidamente por falta de capacidade de estocagem.
A concentração junto à ponte internacional começará por volta das 8 horas, disse Paz. Em princípio, não deverá haver qualquer tipo de reação policial, pois na semana passada o ministro da Agricultura, Marcus Vinicius Pratini de Moraes, disse que os arrozeiros "têm o direito de manifestar sua preocupação e seu desencanto".
O protesto deverá terminar no mesmo dia, porque os produtores não querem "atrapalhar" o "caminhonaço" que partirá dia 12 de Erechim, no norte do estado, para se juntar a caravanas de todo o País em Brasília no dia 16, explicou o presidente da Federarroz.
O movimento denominado "Semente no Chão" pretende pressionar o Congresso pela votação, até o dia 20, do projeto do deputado João Augusto Nardes (PPB-RS), que refinancia as dívidas do setor - estimadas em R$ 24 bilhões no País - por 20 anos com rebate (desconto) de 40%.
Do Rio Grande do Sul devem sair entre 150 e 200 caminhões e 50 ônibus, prevê a Federação da Agricultura do Estado (Farsul).

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