Produtores agendam manifestações para pedir política para álcool
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domingo, 09 de maio de 1999
Por Kelly Lima 
Ribeirão Preto (SP), 10 (AE) - Produtores e fornecedores de cana da região de Ribeirão Preto agendaram hoje, em reunião na Cooperativa dos Produtores de Cana de Sertãozinho (Coopercana), um calendário de protestos contra o governo para incentivar a criação de uma política de apoio ao álcool combustível. O primeiro protesto acontece na quinta-feira, na região de Ribeirão Preto. O setor pretende parar a Rodovia Anhanguera no KM 307, a partir das 9 horas, levando tratores e caminhões de combustível.
Entre as demais manifestações de protesto os produtores querem realizar ainda este mês no setor, uma marcha a Brasília marcada para acontecer entre os dias 26 e 28 de maio. O presidente da Coopercana, Antonio Toniello, diz que o setor pretende levar tratores e caminhões carregados de álcool para distribuir o combustível na capital federal e querem ainda ser recebidos pelo presidente Fernando Henrique Cardoso.
"Vamos reivindicar uma política mais séria que permita desenvolvimento do setor e suspenda sua estagnação" disse Toniello. Além da marcha para Brasília, o setor planeja ainda a distribuição gratuita de álcool combustível em "cidades chaves", no interior do estado, como Bauru, Presidente Prudente
Araçatuba e outros municÍpios ainda não definidos na região de Campinas.
Postos - Representantes de postos de combustíveis levaram cerca de 140 veículos a uma carreata pelo centro de Ribeirão Preto, organizada pelo Sincopetro em protesto contra a falta de fiscalização intensiva da Agência Nacional de Petróleo (ANP) sobre a utilização de solvente nas bombas de combustível. O protesto, que deve se repetir na quarta-feira em Brasíla, com representantes de postos de combustíveis de todo os País, também teve como objetivo reivindicar uma política do governo para o controle no pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
Segundo o presidente do Sincopetro em Ribeirão Preto, Walter Basso, cálculos do sindicato apontam que o setor deixou de contribuir no ano passado com cerca de R$ 1 bilhão em ICMS. O imposto é pago 25% pelas revendas e 25% pelas distribuidoras, mas, segundo Basso, a maioria das revendas acaba não emitindo notas e "escapa" da fiscalização. "A ANP possui apenas 20 fiscais para fiscalizar os postos de combustíveis de todo o país. Isso é inviável", disse Basso.
A proposta que será apresentada ao governo federal na quarta é de formar um convênio entre ANP e Procon para que este último também possa atuar na fiscalização. O Sincopetro também deve pedir ao governo, segundo Basso, uma nova regulamentação para o uso do solvente.


