Produtor tinha licença para despejo de carvão
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quarta-feira, 10 de outubro de 2007
Vanessa Navarro<br>Reportagem Local 
Londrina- O produtor rural e empresário Carlos Shigueo Sugayama, 62 anos, apresentou ontem a licença de operação concedida pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) em agosto para utilizar carvão em uma produção de adubo orgânico em sua propriedade na Colônia Coroados (Zona Sul de Londrina). Em reportagem publicada ontem na FOLHA, o órgão ventilou que o despejo seria irregular.
O fato veio à tona depois que o garoto Antony Kawan, de apenas seis anos, se feriu ao brincar em uma montanha de cinzas de carvão na propriedade rural, no último domingo. Segundo a assessoria de imprensa do Hospital Universitário (HU), ele sofreu queimaduras de segundo e terceiro graus nos braços e membros inferiores, e até ontem permanecia na UTI em estado estável.
Parte do carvão ainda está incandescente. Sugayama garantiu, porém, que recebe e utiliza apenas material resfriado. Segundo ele, a combustão se deve a um incêndio ocorrido no local há mais de uma semana. O produtor mostrou à reportagem e ao IAP cópias do Boletim de Ocorrência referente ao incidente e laudos do Instituto de Criminalística (IC) que apontam que o incêndio teria sido intencional.
''Os bombeiros vieram aqui, mas isso deve demorar uns 60 dias para apagar. Não deu nem tempo de pensar (em proteger a área) e de repente aconteceu esse acidente com o menino'', lamentou Sugayama, frisando que irá providenciar um cercamento da área. O chefe regional do IAP, Carlos Alberto Hirata, confirmou que do ponto de vista ambiental a atividade do produtor está regular.
Conforme o tenente Nakamura, do Corpo de Bombeiros, é recomendável que o carvão incandescente seja espalhado e receba água até resfriar. ''Só que o produtor vai perder esse carvão. Se a área oferece risco, os bombeiros podem ser acionados para fazer isso.''


