Ribeirão Preto (SP), 27 (AE) - O produtor brasileiro pode maximizar sua lucratividade se tomar conhecimento das diferentes produtividades existentes dentro de suas terras e adotar, para cada uma delas, uso diferenciado de insumos. A afirmação é do especialista em agricultura de precisão e pesquisador de desenvolvimento de produtos da AGCO, Mark Moore.
Durante seminário realizado na Agrishow99, Moore disse que o agricultor tende a tratar toda sua área produtiva de forma homogênea, como se ela tivesse as mesmas características físicas e químicas e a mesma produtividade agrícola. "Isto não é verdade", garante.
Segundo ele, em uma área analisada de apenas 6,7 hectares, foram detectadas produtividade entre 60 t a 100 t por hectare. "Se isto acontece em áreas pequenas como esta, imagine nas grandes fazendas produtoras do Brasil."
Moore afirma que, sabendo quais áreas possuem maior produtividade e quais produzem menos, o agricultor tem condições de reduzir seus gastos com insumos. "Desta forma, ele sabe, com precisão, quais areas precisam de mais adubo, mais sementes, e quais não precisam", disse.
Com a análise das diferentes produtividades de uma área, é possível montar um mapa de produtividade e, com ele, utilizar os sistemas computadorizados de agricultura de precisão. Segundo ele, por este método, muitos produtores europeus já registraram ganhos no primeiro ano de utilização.
Moore informa que, hoje, a AGCO está desenvolvendo um programa piloto de agricultura de precisão na Fazenda Campo Bonito, no chapadão matogrossense, para as culturas de soja e milho. O programa piloto utiliza o sistema Fieldstar, da AGCO, que utiliza o sistema GPS de sensoramento remoto.

mockup