Pela primeira vez nos últimos dez anos a produtividade do trabalho na indústria brasileira cresceu, sem o aumento da taxa de desemprego. No ano passado, a produtividade cresceu 5,8%, a produção 6,5% e o emprego 0,6%. Desde 90, a taxa de emprego na indústria era negativa, segundo o economista Paulo Gonzaga, do departamento industrial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A queda no nível de emprego da indústria e o aumento de produtividade deveu-se, entre outros fatores, à abertura de mercado e a um ajuste estrutural que as empresas tiveram que fazer para não sucumbir à concorrência nos últimos anos.
O fato do emprego ter aumentado no ano passado, junto com a produtividade, prova que as indústrias já fizeram o grosso dos ajustes, na opinião de Gonzaga. ‘‘Também significa que a economia cresceu bastante no último ano. Como as indústrias estão enxutas, a tendência é o crescimento do emprego’’.
Gonzaga lembrou, porém, que o nível de emprego perdido no setor nunca será recuperado. ‘‘Estes desempregados precisam ser realocados para o setor terciário, de comércio e serviços’’, disse. Segundo o IBGE, a taxa de desemprego em janeiro deste ano foi de 5,7%. Em janeiro de 2000, foi de 7,6%(C.L.).

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