Rio, 13 (AE) - A produção industrial de São Paulo teve queda de 3,9% em agosto, na comparação com julho, segundo informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar do resultado negativo, os técnicos do instituto alertaram que o declínio foi menor do que o registrado no mês anterior graças ao resultado positivo de metade dos 20 segmentos que compõem a indústria do Estado. No mês anterior, a redução da atividade industrial paulista havia sido de 9,4%.
A gerente de Análise de Dados da Indústria do IBGE, Miriam Ferreira, destacou a melhoria da produção da indústria de material de transporte, que inclui o setor automobilístico e tem forte influência no Estado. A queda de produção de agosto, de 4 3%, foi bem menor do que a retração de 18,1% apurada em julho.
Miriam ressalvou que a recuperação não será suficiente para evitar que a indústria paulista tenha, no fim do ano, o pior desempenho entre os Estados e regiões pesquisados. De janeiro a agosto, a redução acumulada chega a 7,8% - a única abaixo da queda de 3,1% apurada pelo instituto para toda a indústria do País.
"Em São Paulo há uma forte presença do complexo metal-mecânico, de bens de consumo duráveis", explicou Miriam. "O setor foi muito afetado pela taxa de juros", lembrou. A gerente do IBGE acrescentou que parte da melhoria dos indicadores da atividade paulista esperada para os últimos meses do ano será resultado de um efeito estatístico, graças aos resultados do mesmo período no ano passado. "A base de comparação é muito baixa", afirmou.
Espírito Santo - A tendência da indústria paulista segue a dos outros 11 locais pesquisados pelo IBGE, dos quais apenas quatro tiveram queda da atividade em agosto. A maior alta, de 15 1%, foi registrada no Espírito Santo, que, pela primeira vez, teve sua atividade acompanhada na pesquisa do IBGE.
Segundo a gerente de Análise de Dados, a economia do Espírito Santo, fortemente baseada na exportação de produtos industrializados, foi beneficiada pela desvalorização do real. A siderurgia aumentou em 18,1% sua produção, a extrativa mineral, em 17,8%, e o setor de papel e papelão, em 21,4%.
Os indicadores da indústria capixaba também são os melhores entre janeiro e agosto, ao lado do Rio de Janeiro. Em ambos os Estados, o crescimento no período foi de 6%. No caso do Rio de Janeiro, o motivo é o crescimento da indústria extrativa mineral. Somente de julho para agosto, o desempenho do setor teve crescimento de 14,7%, que provocou a elevação da produção industrial fluminense em 3,6%.

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