Rio, 16 (AE) - A indústria paulista teve queda de 2,3% de sua produção em setembro, segundo o IBGE, que divulgou hoje os dados regionais do setor. A maior queda, de 5,4%, foi registrada na Bahia. Outros recuos foram apurados no Nordeste (-2,4%), Paraná (-1,8%), Rio Grande do Sul (-1%) e Pernambuco (-0,6%).
A indústria do Espírito Santo aumentou 13,6% de produção em setembro, de acordo com o IBGE. A segunda maior alta, de 7,8%
foi registrada no Ceará, seguida de Minas Gerais (4,7%), Rio de Janeiro (7,4%), região Sul (1,2%) e Santa Catarina (1%).
Os índices trimestrais de produção da indústria, em bases regionais, mostram que metade dos locais pesquisados pelo IBGE iniciaram uma reação da atividade. A tendência é mais evidente em Minas Gerais, que, de uma queda de 2,5% no segundo trimestre do ano passou a crescer 3% no terceiro trimestre, e Espírito Santo, onde o aumento de 6,3% entre abril e junho foi aumentado para 9,3% entre julho e setembro.
Entre janeiro e setembro, as regiões onde a indústria de bens de capital e/ou bens de consumo duráveis têm maior presença continuaram a ter as maiores quedas de produção, de acordo com o IBGE. Neste caso, estão incluídos as indústrias de São Paulo, com 7,2% de decréscimo, e de Minas Gerais, com recuo de 1,7%.
Outras regiões com quedas de produção mostraram recuos mais brandos, entre janeiro e setembro. O Nordeste teve queda de 0,7%, a Bahia, 0,3%, Paraná, 0,1% e Rio Grande do Sul, 0,1%. Dos seis locais com expansão de atividade, nos nove primeiros meses do ano, o de maior crescimento foi o Espírito Santo (6,9%), por causa das empresas exportadoras do estado, e Rio de Janeiro, com alta de 6,2% da produção, em consequência da atividade de extração e refino de petróleo. O IBGE também apurou crescimento no Ceará (1,1%), Pernambuco (0,6%), região Sul (1,2%) e Santa Catarina (1,6% ).

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