Rio, 8 (AE) - A indústria de transformação completou em julho o 14º mês consecutivo de queda na produção na comparação com o igual mês do ano anterior. O setor registrou recuo de 6,5%
acima da queda de 5,3% verificada pela indústria geral no período. O desempenho do setor refletiu o comportamento negativo dos ramos de mecânica (16,6%), material elétrico e de comunicações (15,3%), material de transporte (12,1%) e metalurgia (6,1%).
"Os segmentos do complexo metal-mecânico vêm pressionando negativamento o indicador há vários meses", explicou o chefe do Departamento de Indústria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatítica (IBGE), Sílvio Sales. Ele lembrou que esses segmentos são muito influenciados pelo cenário econômico e pela política de juros elevados do governo.
O técnico do IBGE destacou que a queda de 3,7% na produção de produtos alimentares também vem contribuindo para a fraca performance do setor este ano. A produção de suco e concentrado de laranja caiu 26,6%, seguido pelo recuo de 18,4% registrados pela indústria de óleo de soja.
Sales explicou que os segmentos de bens de capital e de consumo duráveis foram os mais prejudicados no período. Já os bens intermediários e semi e não duráveis espelham um reação.
Apesar do desempenho negativo de duráveis, alguns segmentos ensaiaram uma melhora, como o de automóveis. A produção encerrou o primeiro semestre com queda de 23,5%, mas em julho recuou apenas 9,1% em relação a junho.

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