Rio, 17 (AE) - A indústria paulista teve queda de 10,9% na produção em janeiro, na comparação com o mesmo mês no ano passado, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a sexta queda consecutiva, e de intensidade maior do que as reduções de 4,6% em novembro e 6,9% em dezembro. O índice de queda acumulado em 12 meses chegou a 3 8%. As informações fazem parte dos dados sobre a produção industrial por regiões, divulgados hoje pelo IBGE, que mostraram queda da atividade em cinco das 11 áreas pesquisadas.
De acordo com o instituto, a queda na atividade industrial paulista foi consequência da redução de 24,8% da produção do setor de material de transporte e de 17,5% nos de metalurgia e mecânica. Dos 20 ramos industriais pesquisados no estado, apenas seis mostraram aumento na produção.
Entre os crescimentos de destaque, estão o de 9,9% na produção do setor de vestuário, de 9,4% na indústria farmacêutica e de 14% na indústria madeireira.
Em Minas Gerais, a queda chegou a 8,1%, por causa da redução da produção dos setores metalúrgico, de 11,9%, e químico
de 24,9%. No Rio Grande do Sul, a atividade industrial recuou 3 6%, o pior resultado entre os estados da Região Sul. Em Santa Catarina, a redução foi de 3,2%. Em todo o Sul, a produção caiu 0,7%.
Melhor - O melhor resultado da indústria foi novamente no Rio de Janeiro, onde a produção aumentou 11,9%, em consequência do crescimento de 36,1% da extração de petróleo e gás natural. Em contraponto, houve queda de 3% na produção da indústria de transformação fluminense. No entanto, o aumento da atividade no estado, em 12 meses, chegou a 8,6%, o maior nível registrado pelo IBGE.
O segundo estado com maior aumento da produção, de 11,5%
foi o Ceará, graças ao crescimento de 25,4% do setor têxtil e de 65% das empresas metalúrgicas. A Bahia teve aumento de 5,8% na sua atividade, como resultado da expansão de 11,3% da indústria química. O IBGE detectou também crescimento de 5,1% no Paraná, 3,9% em Pernambuco e 2,4% no Nordeste.

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