Produção gaúcha cresce no trimestre
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quarta-feira, 01 de dezembro de 1999
Por Ayrton Centeno 
Porto Alegre, 01 (AE) - A produção industrial e agropecuária do Rio Grande do Sul cresceu 3,1% no terceiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado. Ao longo dos primeiros três trimestres de 1999, houve um aumento na produção de 2,7% sobre os mesmos nove meses de 1998. É o que apontou o Índice Trimestral da Atividade Produtiva (ITAP), da Fundação de Economia e Estatística (FEE), divulgado hoje.
Embora não incluindo os setores de comércio e serviços, o ITAP é uma prévia do PIB gaúcho. Comparando-se o ITAP com o PIB trimestral do Brasil, detectam-se taxas ligeiramente melhores no Rio Grande do Sul.
Para a FEE, o resultado flagra a tendência de "um suave crescimento" em 1999. Apesar de não ter alcançado os índices de 1997, o ITAP demonstrou, no trimestre, um avanço de 4,3% para a agropecuária e de 2,2% para a indústria. Ao longo de 1999, o crescimento acumulado da agropecuária alcançou 7,4% e o da indústria 1,3%. Sobre o trimestre anterior, o desempenho da lavoura foi 5,6% superior, enquanto o da pecuária subiu 3,5%. Os números positivos, na comparação com o ano passado, deveram-se principalmente aos cultivos de arroz (mais 56,6%), trigo (mais 31,1%) e fumo (mais 29,8%). Houve frustração nas lavouras de soja e de milho, o que impediu um progresso mais expressivo.
A boa performance da pecuária foi atribuída notadamente à duas atividades típicas da pequena propriedade: a criação de porcos e de aves. A suinocultura elevou sua produção em 7%, enquanto a avicultura progrediu além disso, atingindo os 11%. Assim, o segmento suportou a queda da pecuária bovina, praticada em médias e grandes propriedades. A bovinocultura sofreu queda de 7,1%.
A indústria de transformação ascendeu 2,2% no trimestre e 1,2% no acumulado do ano. O salto da indústria de extração mineral foi mais impressionante: aumentou 16,7% no trimestre. No acumulado de 1999, seu avanço foi de 17,4%. Porém, como o setor possui pouca expressão econômica no Estado, sua reação não provocou maior impacto nos números gerais.
Na avaliação da FEE, um órgão do governo estadual, o ITAP favorece prognósticos positivos, mas com pouco fôlego. No Estado e no país, não existiria muita margem para crescimento econômico. Os obstáculos estariam no mercado internacional desfavorável, o conservadorismo da política econômica, direcionada para "fazer frente ao repique inflacionário e à depreciação da taxa cambial".


