São Paulo, 14 (AE) - De outubro a dezembro do ano passado, a indústria de resinas termoplásticas produziu 938.353 toneladas (t) ou 24,01% a mais do que no mesmo período de 1998. Já as vendas internas deram um salto de 25,41%, passando das 598.180 t, no quarto trimestre de 1998 para 750.155 t, nos três últimos meses de 1999. Esses resultados são preliminares, foram apurados pela Comissão de Plásticos (Coplast) da Associação Brasileira das Indústrias Químicas (Abiquim), e estão sendo divulgados hoje, pelo Sindicato das Indústrias de Resinas Sintéticas do Estado de São Paulo (Siresp).
As importações cairam de 148.440 t, no último trimestre de 1998, para 80.385 t, em igual período do ano passado. Na comparação do mesmo período, as exportações sofreram queda de 12 15%, sendo reduzidas de 166.681 t para 146,437 t. E as vendas internas para produtores de bens de consumo final e intermediário para exportação (conhecidas como VIPE) cresceram apenas 1,71%, enquanto o consumo aparente, que diz respeito à produção mais importação de resinas menos o VIPE e as exportações teve crescimento de 18,13%, um salto de 738.454 t, no quarto trimestre de 1998, para 872.301 t no mesmo período do ano passado.
A resina que apresentou maior alta de exportações foi o polietileno de baixa densidade linear. Foram 153,02% de crescimento, porém para um volume ainda baixo. De outubro a dezembro de 1998 foram vendidas para o exterior 8.339 t, enquanto no mesmo período de 1999, sairam do País 21.099 t. Tal movimentação foi possível pela entrada em operação de duas unidades para a produção desse plástico (usado na fabricação de embalagens flexíveis entre outros produtos), no segundo semestre do ano passado, no Pólo petroquímico de Triunfo (RS). Daí os excedentes para exportação que, este ano, deverão elevar ainda mais as vendas externas da resina.
O PVC, uma resina em falta no mercado, no final do ano passado, apresentou queda das exportações de 8,14%, aumento de produção da ordem de 10,58% e das vendas internas de 13,49%. O PVC, plástico dos tubos, conexões, revestimentos de fios e cabos
forros de teto, pisos e paredes, é muito procurado pela indústria de transformação no último trimestre de cada ano, porque a parte interna da construção civil é feita durante o período de chuvas - de janeiro a março. Daí a preparação da indústria para atender as encomendas do varejo.
O poliestireno (PS, o plástico dos descartáveis e gabinetes de eletroeletrônicos) é outra matéria-prima que, embora em déficit de produção no mercado interno, porque a demanda é cerca de 80% superior a oferta, foi exportado nos últimos três meses de 1999. As vendas externas da resina cresceram 17,58%, um salto pequeno em volume: de 1.587 t, de outubro a dezembro de 1998, para 1.866 t, em igual período de 1999. E as importações cairam 31,29%, de 40.495 t no quarto trimestre de 1998 para 27.823 t nos últimos três meses de 1999. A produção da resina no mercado interno cresceu mais do que as vendas para os transformadores locais, o que explica a queda sazonal das importações.

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