São Paulo, 24 (AE) - Os dados preliminares sobre o desempenho do setor petroquímico de janeiro a setembro e, especificamente, de julho a setembro deste ano mostram evolução das exportações em comparação com o anterior, mas queda de vendas de resinas para a transformação de bens de consumo finais
com destino ao exterior. Ou seja, houve menos exportações de produtos com maior valor agregado.
Essa queda livre já acumula 41,70% no ano - foi de 32.667t, de janeiro a setembro de 1998, para 19.046t, no mesmo período de 1999. As importações de resinas dão a boa notícia: nos primeiros nove meses deste ano caíram 19,83%, baixando de 323.344t (1998) para 259.238t (1999). No terceiro trimestre deste ano, o setor petroquímico produziu 14,93% a mais do que no mesmo período do ano passado, saltando das 778.568 toneladas (t) para 894.841t. Na comparação de janeiro a setembro de 1999 com os nove primeiros meses de 1998, a produção de resinas aumentou 5,68%, passando de 2.269.521t para 2.398.485t. As vendas internas no terceiro trimestre deste ano em relação a igual período de 1998 tiveram acréscimo de 14,65%, passando de 631.265t para 723.762t.
Mas, enquanto as exportações de resinas no período aumentaram 18,51% (de 129.218t foram para 153.132t), as vendas internas para exportação (no jargão do setor, vendas VIPE) diminuíram em 7,66%, caindo de 10.681t para 9.863t. Esse dado é importante, porque as vendas VIPE podem representar o movimento de exportações de bens plásticos de consumo intermediário ou final, ou seja, com maior valor agregado do que as vendas externas de matérias-primas.
A boa notícia do ano para a balança comercial se confirma no terceiro trimestre. No período, em comparação com julho a setembro de 1998, as importações levaram um tombo de 35 16%, baixando de 128.743t para 83.481t. O consumo aparente (produção mais importações menos exportações diretas) de resinas - na verdade um termômetro sobre o consumo dos transformadores brasileiros de termoplásticos em bens de consumo final ou intermediário -, aumentou 6,05% no terceiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 1998.
Esses dados, segundo a Comissão Setorial de Resinas Termoplásticas (Coplast) da Associação Brasileira das Indústrias Químicas (Abiquim), estão sujeitos a alterações. A resina PET, por exemplo, que este ano deve ter consumo em torno de 370 mil t no mercado interno, só é incluída no balanço final anual do setor. As informações foram divulgadas pelo Sindicato das Indústrias de Resinas Sintéticas do Estado de São Paulo (Siresp).

mockup