A produção de alimentos em Apiau diminuiu em um terço na última semana, segundo a secretária estadual da Agricultura de Roraima, Aurelina Medeiros. ‘‘Essa região fornece, em média, 15 caminhões por semana carregados de banana, farinha, mamão, tomate e milho. Na última semana, fizemos o transporte desses alimentos em apenas cinco caminhões , disse Aurelina.
Para a secretária, a produção nessa região foi ‘‘praticamente dizimada . Segundo ela, de janeiro para cá houve diminuição de até 90% na produção de alguns alimentos. Em Apiau, vivem cerca de seis mil pessoas. Existem no local 1.500 lotes ocupados, que variam entre 60 e 600 hectares. Apesar de pequenos, os produtores dessa região são responsáveis por grande parte do abastecimento de Boa Vista.
A região do Apiau é uma das priorizadas pelos bombeiros na tentativa de conter o avanço do fogo. No local, um dos principais problemas é a incidência de ventos fortes, que facilitam o alastramento das chamas no pior incêndio já registrado no Estado.
O governador de Roraima, Neudo Campos, atribui principalmente a três fatores o problema do incêndio no Estado: ‘‘Falta de chuvas, diminuição da umidade relativa do ar e a cultura de agricultores e índios de tocar fogo e queimar roças. Segundo o governador, as queimadas atingiram 700 mil hectares dos quatro milhões de hectares de campo no Estado - que possui uma área total de 22,5 milhões de hectares.
O incêndio na região tem levado agricultores que perderam suas terras a vender galinhas. É o caso, por exemplo, de Domingos Pereira da Silva, 28, que teve sua propriedade de 60 hectares vendida. ‘‘Perdi o trabalho de um ano. Agora, estou vendendo galinhas para poder comprar rancho (prato feito).

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