São Paulo, 11 (AE) - A indústria de palmito em conserva deve chegar ao fim do ano com queda no desempenho. O País deve produzir 28 mil toneladas em 1999 e faturar US$ 320 milhões, uma redução de 10% em relação ao resultado do ano passado. O Brasil é o maior produtor de palmito em conserva, com 85% de tudo o que é industrializado no mundo. O restante é produzido na Costa Rica
no Paraguai, na Bolívia, no Equador e Peru. É também o maior consumidor e exportador do produto.
A queda do poder aquisitivo das classes alta e média alta - maiores consumidores de palmito em conserva - e dois casos de contaminação por botulismo, envolvendo palmitos importados, provocaram uma queda de 40% nas vendas este ano. Os problemas, ocorridos no primeiro semestre, levaram a Vigilância Sanitária a publicar uma portaria que exige um selo nos rótulos das embalagens advertindo os compradores a só consumir o produto depois de fervê-los.
"Dessa forma, a vigilância sanitária equiparou o fabricante que trabalha com alta tecnolocia de produção ao clandestino", afirma o diretor da Agro-industrial Ita e vice-presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Palmito (Anfap), Georges Schnyder. Ele explica que agora é aguardada nova portaria para recadastrar os fabricantes e tentar inibir a ação dos clandestinos.
A entidade foi criada no início de junho para ajudar o governo a regulamentar o setor e vai lançar um selo de qualidade em 90 dias. Os selos, que serão impressos nas embalagens, só serão concedidos aos fabricantes que passarem por uma auditoria externa, que será encarregada de atestar a qualidade dos produtos.

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