São Paulo, 07 - A indústria nacional de brinquedos deverá bater o recorde de produção este ano, com a fabricação de 230 milhões de unidades. Este número representa um crescimento de 13,8% sobre os 202 milhões de brinquedos produzidos em 98. O faturamento do setor deve crescer 8,7% com relação ao ano passado, totalizando R$ 930 milhões. A previsão é de que chegue a R$ 1 bilhão no ano 2000.
O anúncio foi feito nesta tarde pelo presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), Synésio Batista da Costa durante a abertura da 16ª Abrin - Feira Internacional de Brinquedos -, que se realiza entre hoje e sexta-feira no Expo Center Norte, em São Paulo.
O evento deste ano conta com 180 expositores, sendo 23 estrangeiros. Estão sendo apresentados 2 mil novos lançamentos, um crescimento de 23% em relação à feira do ano passado, além de 50 produtos de puericultura e 20 artigos de festa e de Natal.
Segundo Synésio, a expansão do setor será baseada no aumento das exportações e redução das importações, decorrentes do ajuste cambial, além da manutenção da tendência de redução dos preços. Na previsão da Abrinq, as exportações vão crescer 81 8% enquanto as importações cairão 38,6%.
E os preços ficarão pelo menos 5,5% menores que no ano passado. "Mais de 2 milhões de crianças passarão a fazer parte do universo de compradores e o consumo per capita de brinquedos subirá de 6,7% para 7,1%", previu.
A queda dos preços, que se verifica desde 1997, quando as indústrias começaram a reagir à concorrência dos importados, foi propiciada, segundo Synésio, pelo repasse ao consumidor dos ganhos com o aumento da produtividade e da qualidade, ao lado do incremento gradual da produção. Este ano, sairão das fábricas 14% mais brinquedos que em 1998. Como consequência, serão gerados 2.100 novos empregos.
Licenciamento - Para o presidente da entidade, a produção de brinquedos licenciados deve alavancar as vendas da indústria este ano, reforçando a tendência que se verifica desde 1997. Naquele ano, 26,9% dos itens fabricados levavam marcas de personagens nacionais e estrangeiros. No ano passado, foram 40 7% e a projeção para este ano é de 58,5%.
Para Synésio, as empresas perceberam que os temas da TV, do cinema, livros e quadrinhos têm grande apelo junto as crianças. "Incorporar personagens está ficando cada vez mais relevante", afirmou.

mockup