Produção da Aços Finos Piratini deve crescer 12,5% este ano
Produção da Aços Finos Piratini deve crescer 12,5% este ano17/Mar, 17:38 Por Sandra Hahn Charqueadas, RS, 17 (AE) - A Aços Finos Piratini, empresa do grupo Gerdau, deverá elevar em 12,5% sua produção em 2000, atingindo 270 mil toneladas de aços longos especiais. A empresa, localizada em Charqueadas, a 52 quilômetros de Porto Alegre (RS) já havia experimentado um crescimento expressivo de 118% neste item em 1999, quando chegou a 240 mil toneladas. O salto foi conseguido com a entrada em operação do segundo laminador de barras e fio-máquina da Piratini, que está ativo desde o ano passado, mas hoje recebeu uma solenidade oficial de inauguração. Concentrada no mercado automobilístico, no qual detém 28% das vendas, a Piratini espera crescer gradualmente neste segmento. O diretor presidente do grupo, Jorge Gerdau Johannpeter, disse que a companhia poderá ampliar sua fatia para um patamar entre 30% e 32% no próximo ano. "Para nós, este crescimento não depende apenas da demanda do mercado de automóvel, mas é decisivo que continue a aumentar a exportação de autopeças", disse Gerdau. A Piratini destina 75% de sua produção para este setor. Além de itens para a indústria automotiva, a companhia produz ainda aços inoxidáveis longos e aços-ferramenta (ambos com aplicações na indústria em geral). Gerdau lembrou que, como o grupo é um grande reciclador de automóveis, o programa de renovação da frota de veículos, proposto pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), é importante para suas operações. A Gerdau possui uma rede de reciclagem capaz de "mastigar" quatro mil carros por dia. A sucata é a base da fabricação dos aços especiais. "Se vier este projeto (renovação da frota), vai significar um aceleramento e melhor uso dessa capacidade", analisou o executivo. Em seu novo laminador, a Piratini investiu US$ 45 milhões com recursos próprios e financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (28%), Finep (27%) e externos (45%). Uma solenidade semelhante à realizada hoje na Piratini ocorrerá em maio na Cosigua (RJ), onde a Gerdau aplicou US$ 80 milhões em novo laminador. Em junho, será a vez de a Açominas - onde a Gerdau desenvolve, com seus sócios, um programa de atualização do parque industrial - inaugurar equipamentos para lingotamento contínuo, gerador de topo de usina e injeção de finos de carvão. Neles, o investimento foi de US$ 130 milhões. Além do laminador, a Piratini ganhou também um novo sistema de captação de pó, destinado a eliminar as emissões para a atmosfera. O mecanismo foi inaugurado hoje e representou investimento de US$ 8,7 milhões, com financiamentos do BNDES (82%) e externos (18%), informou o diretor executivo da Piratini Cláudio Gerdau Johannpeter. Desde 1992, quando a Piratini foi comprada em privatização, a Gerdau aplicou US$ 144 milhões na empresa. A parcela mais cara foi destinada ao laminador.





