Bogotá, Colômbia (AE-AP) - Dados recentes mostram um aumento de 20% na produção de cocaína na Colômbia. Por essa razão, uma alta delegação de oficiais norte-americanos encontrou-se com líderes desta turbulenta nação para discutir um pacote de ajuda ao combate ao tráfico. A visita foi comandada por Thomas Pickering, oficial de terceiro escalão do Departamento de Estado. No Congresso norte-americano, tinha início o debate sobre a proposta de ajuda à Colômbia que pode consumir US$ 1,6 bilhões e durar dois anos. O projeto provocaria mudanças substanciais na guerra contra as drogas na país sul-americano.
Em princípio um plano de ajuda militar, o pacote inclui 63 helicópteros e o treinamento e fornecimento de equipamentos para dois novos batalhões do exército para o combate ao tráfico. O objetivo é dar à Colômbia poder de fogo, mobilidade e conhecimento para derrotar os rebeldes de esquerda que protegem os traficantes e produtores de drogas.
"Se as guerrilhas estão participando do comércio de drogas, e eu não tenho qualquer dúvida sobre isso, eles são certamente os alvos de nossa luta contra o tráfico de drogas", disse Pickering durante uma coletiva de imprensa após o encontro com o presidente Andrés Pastrana.
Pickering também lembrou a posição de Washington sobre a questão, afirmando que "Os EUA não têm qualquer intenção de enviar tropas para lutar na Colômbia".
O país andino consolidou a primeira colocação como principal produtor de cocaína no ano passado, de acordo com dados recolhidos pela CIA. O cultivo da coca, matéria-prima da cocaína
aumentou 20% na Colômbia no último anos. O cultivo da planta vem também aumentando em países vizinhos da América do Sul, mas, devido á instabilidade política da Colômbia, os traficantes comandam a maior parte do cultivo da planta no país desde meados dos anos 90. Metade do país é controlado por rebeldes esquerdistas e seus inimigos paramilitares, ambos largamente financiados pelo comércio de drogas.

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