São Paulo- A Procuradoria Regional da República pediu no STJ (Superior Tribunal de Justiça) a transferência do ex-policial João Arcanjo Ribeiro para a penitenciária de segurança máxima em Catanduvas (PR). Arcanjo foi condenado a 44 anos de prisão por contrabando, porte ilegal de armas, homicídio, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.
Com 200 celas individuais de segurança máxima e rede de monitoramento interno, Catanduvas foi inaugurada em junho deste ano e construída para abrigar os presos mais perigosos do País.
Desde março desse ano -quando foi extraditado do Uruguai- o ex-policial está preso em Cuiabá (MT). Arcanjo, segundo a procuradoria, é considerado de alta periculosidade e se encontra isolado, além de sofrer vigilância constante de policiais militares.
De acordo com a procuradoria, a reserva de uma área exclusiva para Arcanjo, ''acarreta em prejuízo de outros seis mil detentos e da própria sociedade.'' A procuradoria aponta ainda como razão para o pedido de transferência o fato de Arcanjo não se intimidar com ''a atuação do poder estatal'' e a fuga de dois integrantes da organização comandada por ele do presídio.
Segundo o recurso, já foram encontrados U$ 1.000 entre pertences de Arcanjo, que seriam utilizados para a compra de favores junto a outros detentos.
Se o pedido for deferido, o Comendador deve ser transferido, primeiramente, para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília e depois levado para Penitenciária Federal no Paraná.
Em depoimento à CPI dos Bingos em maio deste ano, Arcanjo negou todas as acusações contra ele, e disse nada saber sobre o assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel (PT).

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