Procuradoria já investiga fonte de rendas da família Pitta17/Mar, 20:22 Por Rogério Panda São Paulo, 17 (AE) - As fontes de renda da família Pitta já estão sendo investigadas pela Procuradoria-Geral da Justiça, que apura as denúncias feitas em depoimento pela primeira-dama, Nicéa Pitta. Além disso, o presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Armando Mellão (PMDB), será chamado para depor no Ministério Público Estadual para dar explicações sobre o suposto dinheiro que teria recebido para que os vereadores da base governista votassem contra o impeachment do prefeito Celso Pitta (PTN). A informação foi confirmada na tarde de hoje pelo procurador de Justiça Alberto de Oliveira Andrade Neto, do Setor de Apuração de Crimes Praticados por Prefeitos. Os procuradores querem fazer um mapeamento do padrão de vida de Pitta, ou seja, comprovar se a renda que ele declara é suficiente para seus gastos. "Já estão sendo investigadas todas as relações a respeito dos recursos financeiros da família Pitta", disse Neto. "É preocupação do Ministério Público analisar questões relacionadas à fonte de renda." A princípio, segundo o procurador, Nicéa Pitta não será investigada pelos procuradores e promotores. "Ela não é uma cúmplice, mas uma testemunha", afirmou Neto. Os promotores e procuradores que investigam as denúncias feitas pela primeira-dama reuniram-se hoje com o procurador-geral da Justiça em exercício, José Roberto Garcia Durand, para definir os rumos das investigações. Na reunião, ficaram acertados possíveis indiciamentos e testemunhas a serem ouvidas. As informações foram mantidas sob sigilo. Na segunda-feira, o procurador eleito, José Brito Filomeno, assume o cargo e as investigações do caso. Após a reunião, Durand deu uma entrevista confirmando que as contas das família Pitta estão sendo investigadas e que possíveis contas fantasmas também serão apuradas. Além disso, Durant disse que estão sendo cruzados os dados sobre a fonte de renda da família Pitta. Se houver necessidade, disse, o prefeito pode ter seu sigilo bancário e fiscal quebrados. Outra preocupação, segundo Durand, é colher documentos que comprovem que os vereadores de São Paulo receberam suborno para votar à favor de Pitta. Mellão - De acordo com o depoimento da primeira-dama Nicéa Pitta, o seu ex-marido teria ficado milionário desde que assumiu o cargo, no início de 1997. Ela diz que Pitta teve que pagar a todos os 30 vereadores que votaram contra o impeachment na Câmara. Segundo o depoimento de Nicéa, Armando Mellão seria o intermediário entre o prefeito e os vereadores. A reunião para decidir quanto cada vereador iria receber teria acontecido na casa de Pitta. "Ele será intimado para ser ouvido à respeito", disse Neto. O depoimento de Armando Mellão ainda não tem data marcada.

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