Procuradoria da República investiga acidente com avião em BH; três pessoas morreram
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quarta-feira, 12 de abril de 2000
Por Evaldo Magalhães 
Belo Horizonte, 13 (AE) - A Procuradoria da República em Minas instaurou, hoje, procedimento administrativo para apurar se houve ou não negligência do Departamento de Aviação Civil (DAC) no acidente com um avião bimotor, prefixo PT-KKI, ocorrido ontem próximo ao Aeroporto da Pampulha, na zona norte da capital mineira. O avião, da empresa paulista de terraplanagem Cotercon, caiu sobre três casas minutos depois de decolar, matando os três tripulantes e deixando feridas duas pessoas. Segundo o procurador Fernando Martins, serão investigadas informações de que o DAC teria autorizado o vôo do bimotor, que há dois anos não era usado, sem que houvesse condições técnicas.
"As primeiras notícias que temos dão conta de que pode ter havido algum tipo de negligência nessa ordem de vôo", disse Martins. O representante da Cotercon que esteve hoje no local da queda do avião, Eurico de Oliveira, contou que a aeronave, um Queen Air fabricado em 1974, estava sendo consertado no hangar da oficina Chamone, no aeroporto da Pampulha. O problema era na injeção de um dos motores. Como não era solucionado, a direção da Cotercon decidiu levar o avião para Sorocaba (SP), onde ele passaria por uma nova revisão.
O mecânico Marcelo Pinto da Silva, o piloto Milton José da Silva - que já se envolvera em um outro acidente aéreo, também em Belo Horizonte, em 1996, no qual fraturou as pernas - e o estudante de pilotagem Rogério Ferreira, todos mortos no acidente, haviam feito um teste no avião na terça-feira, de acordo com Oliveira, mas o motor vazou óleo. No dia seguinte, porém, o defeito pareceu ter sido sanado e eles pediram autorização para decolagem ao DAC. O órgão teria enviado funcionários ao hangar para inspeção da aeronave e eles aprovaram a operação.
A direção do DAC indicou dois funcionários para apurar o que aconteceu. Os restos dos motores do avião serão examinados no Centro Tecnológico da Aeronáutica, em São José dos Campos (SP). De acordo com o major Antônio Pereira, o órgão também investiga como e por quais funcionários foi dada a autorização de vôo. Casas - Hoje, o representante da Cortercon informou que empresa irá alugar casas para as cerca de 15 pessoas que moravam nos imóveis atingidos pelo avião. A Cotercon também deverá reconstruir as três casas. Os moradores estudam a possibilidade de pedir indenizações à empresa.


