Procuradoria contesta versão de associação
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 19 de novembro de 1998
Adriana Ribeiro 
A divulgação dos nomes das prefeituras e entidades acusadas de terem fraudado o Sistema Único de Saúde (SUS) se tornou um jogo de trocas de acusações, no Paraná. Depois de ter sido acusada de perseguição, a Procuradoria da República - responsável pela investigação - está contestando as informações da diretora da Associação de Proteção à Maternidade e à Infância Saza Lates, de Curitiba, Deise Noeli Weber Kusztra. Ela é acusada de tirar dos cofres da União R$ 1,5 milhão, na cobrança de consultas não realizadas.
De acordo com nota divulgada pela Procuradoria no Estado, as informações de Deise Kusztra são infundadas e inverídicas. A diretora da entidade alega que a Procuradoria divulgou o valor que teria sido desviado, porque se fundamentou em auditorias mal feitas e cheias de erros, até mesmo de cálculo.
A Procuradoria alega que a auditoria foi ordenada pela procuradora Antônia Lélia Neves Sanches não é isolada. É mais uma peça do inquérito civil público instaurado em 1995 e, que desde então, vem periciando as 51 unidades ambulatoriais paranaenses com maiores repasses do SUS, diz o documento.
Depois de ter descoberto o possível desvio, a Procuradoria instaurou uma ação civil contra a Saza Lates para que devolva os recursos. Segundo a Procuradoria, a entidade recorreu duas vezes ao Judiciário, na tentativa de bloquear a investigação em suas contas, alegando abuso de poder. As duas ações teriam sido indeferidas pelos juízes Wellington Mendes de Almeida da 4ª Vara, e João Pedro Gebran Neto, da 1ª Vara Criminal de Curitiba.


