Procuradoria acha que medidas são 'muito tímidas'
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terça-feira, 20 de junho de 2000
Agência Folha e Agência Estado De São Paulo 
A Procuradoria-Geral do Estado considerou muito tímido o plano de segurança do governo federal e relacionou uma série de prioridades esquecidas.
Na avaliação do Ministério Público, o governo precisa, principalmente, zerar o déficit carcerário, ampliar as penas de reclusão previstas no código penal, investir nos bolsões de miséria, melhorar os salários dos policiais e a política para adolescentes infratores.
Segundo o procurador de Justiça Carlos Cardoso, assessor da procuradoria, os promotores discordam da proposta de mudança da legislação criminal apresentada pelo governo reduz as penas de crimes violentos.
Hoje um assaltante de bancos fica preso um ano. Isso é muito pouco. E querem reduzir as penas de traficantes, estupradores e outros criminosos, afirmou.
Em 95, o presidente (Fernando Henrique Cardoso) anunciou, com toda a pompa, o plano déficit zero, que acabaria com a crise carcerária. Mas só que nem a verba específica foi aplicada. Agora anuncia outro e não sabemos se vai mesmo aplicá-lo.
O ministro da Justiça, José Gregori, reagiu com ironia à provocação feita pelo governador paulista, Mário Covas, de que reduziria em 10% a violência em seu Estado para ter direito a verbas federais, se o presidente FHC reduzisse em 10% o desemprego no País. Os governadores não podem criticar o que não conhecem, nem por mediunidade, disse Gregori.


