Procuradoria abre inquérito sobre Fundo Amazônia
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quinta-feira, 11 de julho de 2019
Fabiano Maisonnnave – Folhapress 
Manaus - O MPF (Ministério Público Federal) no Amazonas abriu um inquérito civil público para apurar as supostas irregularidades cometidas em projetos financiados pelo Fundo Amazônia. Em portaria assinada nesta segunda-feira (8), o procurador Leonardo de Faria Galiano justificou a abertura do inquérito citando declarações do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, durante entrevista coletiva, em 17 de maio.
Na ocasião, o ministro afirmou que não há indicadores que demonstrem que o Fundo Amazônia contribui para a diminuição do desmatamento. Salles mencionou também a descoberta de indícios de irregularidades em contratos com ONGs, como alto percentual de contratos sem licitação e gastos excessivos com folhas de pagamento, mas sem detalhar. Na portaria desta segunda, o MPF solicita ao Ministério do Meio Ambiente o envio de informações e documentos que subsidiaram a entrevista de maio.
Baseado em Manaus, Galiano é o responsável no MPF pela Operação Arquimedes, que, em conjunto com a PF e o Ibama, desmantelou um esquema de comercialização de madeira ilegal de madeira. Entre os presos estão os ex-superintendentes do Ibama no Amazonas e no Acre.
Para o procurador, que embarca neste sábado (13) aos EUA, onde negociará uma cooperação binacional no combate ao contrabando de madeira, a comunidade internacional deveria ser mais efetiva no combate a esse crime, e não apenas cobrar do governo brasileiro medidas contra o desmatamento.
"É necessário que não apenas doações sejam feitas, mas que o dever de casa das autoridades estrangeiras também seja feito, que é promover a responsabilização daqueles que estejam estimulando comércio ilegal de madeira", afirmou Galiano.
Os únicos países doadores do fundo são Noruega e Alemanha, que, juntos, contribuem com 93,8% e 5,7% do fundo, têm declarado que estão satisfeitos com o desempenho e a fiscalização do projeto.


