Procuradores pedem para abrir correspondências encontradas em buscas
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segunda-feira, 19 de abril de 1999
Por Mariângela Gallucci 
Brasília, 20 (AE) - Procuradores da República no Rio pediram hoje à juíza Ana Paula Vieira, da 6ª Vara Federal daquela cidade, que autorize a abertura de correspondências lacradas encontradas nas buscas e apreensões feitas nas casas do ex-presidente do Banco Central (BC) Francisco Lopes, do dono do Banco Marka, Salvatore Alberto Cacciola, e nas sedes da instituição financeira e do Banco FonteCindam. Porta-voz dos membros do Ministério Público (MP) carioca, a procuradora Raquel Branquinho afirmou hoje em Brasília que, se for comprovado que Chico Lopes tem dinheiro no exterior, isso demonstraria a falta de seriedade na forma de conduzir as questões políticas e econômicas da Nação.
O Conselho Superior do MP, do qual faz parte o procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, reuniu-se durante toda a manhã de hoje, em Brasília, para discutir a apuração do caso.
Após o encontro, o conselho divulgou uma nota manifestando "total e irrestrito" apoio à atuação dos procuradores cariocas.
Na nota, os procuradores caracterizam como "inverídica" a afirmação de que a Polícia Federal (PF) não está obrigada a cumprir decisões judiciais. "Repelem-se todas as acusações de arbitrariedade ou de excessos na operação levada a efeito na casa do ex-presidente do Banco Central Francisco Lopes, que foi realizada com ordem judicial e em virtude de notável trabalho conjunto entre o Ministério Público Federal e a Polícia Federal", afirmaram os procuradores na nota.


