Para o coordenador do Centro de Apoio da Terra Rural do Ministério Público do Paraná, o procurador Wanderley Batista da Silva, a reforma agrária no Estado é ''um festival de desacertos'', tanto pelo Incra, quanto pelos proprietários, movimentos sociais e governo federal. Silva concorda que a falta de estrutura do Incra para agilizar a compra de terras tem sido o principal problema. ''Porque é combustível para movimentos sociais. Qual movimento vai esperar sete anos para fazer um assentamento?'', questiona.
Lacerda explica que um dos objetivos das reuniões regionais realizadas desde o início do ano entre funcionários do Incra e trabalhadores rurais é justamente ''diminuir a tensão''. ''Porque eles ficam sabendo da real situação da terra onde ocupam e quais providências estão sendo tomadas'', disse. Até agora, foram feitas reuniões em cerca de 70% das regiões. E a idéia é determinar uma periodicidade. (C.S.)

mockup