Procurador vai pedir novas investigações sobre morte de juiz
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quarta-feira, 15 de dezembro de 1999
Por Nelson Francisco 
Cuiabá, 15 (AE) - O procurador-geral da República em Mato Grosso, José Pedro Taques, vai solicitar à Polícia Federal um delegado para fazer novas investigações no caso envolvendo a morte do juiz Leopoldino Marques do Amaral. A decisão do procurador foi tomada hoje à tarde após ouvir o depoimento da escrivã Beatriz árias ao juiz Federal Jeferson Schneider. O Ministério Público Federal se pronunciou em menos de 24 horas após a conclusão do inquérito, que apurou o crime, e causou "mal estar" entre os delegados da PF em Mato Grosso. Uma das falhas do inquérito é que ele não aponta quem foi o mandante da morte do juiz e a sua ligação com as denúncias que ele fez contra o Tribunal de Justiça.
Beatriz árias, acusada no inquérito como co-autora da morte do juiz Leopoldino Amaral, depôs ao juiz por cerca de oito horas. O depoimento terminou às 18 horas. Para José Pedro Taques
o inquérito conduzido pelo delegado paulista José Pinto de Luna apresenta alguns pontos de dúvidas que precisam ser esclarecidos.
Familiares, parentes e amigos do juiz também contestam as conclusões do inquérito e devem pedir a reabertura do caso. Em agosto, Amaral denunciou uma rede de corrupção no Tribunal de Justiça de Mato Grosso como a venda de sentença, nepotismo, assédio sexual e envolvimento de desembargadores com o narcotráfico. Um mês depois foi encontrado morto com o corpo parcialmente carbonizado. "Para um crime como esse tem que existir mandante uma vez que todos sabem que meu pai não era um bandido", disse o filho do juiz, Leopoldo Gattais do Amaral.
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso (OAB/MT), Ussiel Tavares, considerou "razoável" as conclusões do inquérito. Numa fita de vídeo gravada pela PF, Beatriz assegurou que o seu tio assassinou o juiz. O delegado José Pinto de Luna assegurou que os familiares de Marcos Peralta garantiram que o taxista não fez os disparos. Peralta está com a prisão preventiva decretada no Paraguai, onde supostamente estaria escondido.


