Belém, 01 (AE) - A Procuradoria da República em Santarém
no oeste do Pará, requisitou hoje, à Polícia Federal (PF), a abertura de inquérito contra a madeireira multinacional Eidai do Brasil, a maior da Amazônia. No final do ano passado, fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) flagraram funcionários da madeireira transportando 571 metros cúbicos de madeira das espécies breu e fava em uma floresta do município de Juruti.
De acordo com o procurador Cláudio Márcio de Carvalho Chequer, a Eidai transportava a madeira "sem qualquer licença". A empresa foi multada em R$ 142.822,25 pelo "abate ilegal de 124 toras de madeira, o que constitui gravíssima infração ambiental". A direção da Eidai em Belém afirma que a ação do instituto foi "injusta".
A empresa pediu o cancelamento da multa, afirmando possuir documentação que comprova a legalidade na extração e transporte da madeira. A autorização para a exploração florestal
segundo a Eidai, foi expedida pela superintendência do Ibama para a proprietária do projeto de manejo, Maria Socorro da Silva
que vendeu o mesmo projeto à empresa. O documento teria validade até setembro de 2000.