Procurador quer quebra de sigilos bancário e fiscal de Lopes
Rio, 22 (AE) - O procurador Davy Lincoln informou agora há pouco que, além do sigilo fiscal, também deve ser pedida a quebra do bancário do ex-presidente do Banco Central (BC) Francisco Lopes e de outros envolvidos no caso Marka, como o dono do banco, Salvatore Cacciola, e os sócios da empresa de consultoria Macrométrica, da qual Chico Lopes foi sócio. Segundo o procurador, ainda está sendo analisado o período dessas contas a ser consultado. Segundo ele, o Ministério Público (MP) aguardará apenas os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Caso a quebra de sigilo não seja pedida pelos parlamentares, o ministério o fará. De acordo com Lincoln, há indícios de que, apesar de oficialmente afastado da sociedade da Macrométrica, Chico Lopes ainda "dava ordens" na empresa. O procurador disse ainda que a leitura do bilhete escrito pelo sócio na Macrométrica Sérgio Bragança para Chico Lopes, citando uma conta bancária no exterior, foi regular, apesar de os advogados dos envolvidos estarem tentando anular o procedimento e, consequentemente, tornar nulas também as provas. "O bilhete já estava num envelope aberto e foi anexado aos autos", disse Lincoln. Segundo ele, todos os documentos que estavam lacrados foram preservados e só serão abertos se a Justiça assim determinar. Entre a documentação lacrada, há envelopes postados no correio e outros não. Ainda segundo Lincoln, há, no material apreeendido, documentos da Macrométrica dirigidos a Chico Lopes, indicando o nome completo dele e outros fazendo referência apenas ao "professor Francisco".





