Procurador pede prisão de acusado de vender sentença
Cuiabá, 11 (AE) - O procurador-geral da República em Mato Grosso, José Pedro Taques, pediu hoje a prisão temporária do empresário Josino Guimarães, após o interrogatório na sede na Polícia Federal. O juiz federal Jeferson Schnneider acatou o pedido. Preso no Batalhão de Guardas da Polícia Militar, Josino é conhecido como assessor informal de alguns desembargadores no Estado.
Nos últimos anos, segundo a PF, ele adquiriu duas Cherokees e uma Mercedes, além de construir a mais luxuosa mansão de Mato Grosso, localizada em Chapada dos Guimarães, a 60 quilômetros de Cuiabá. Ele foi denunciado como "corretor de sentenças" pelo juiz Leopoldino Marques do Amaral, assassinado no dia 7 no Paraguai.
A Polícia Federal está fazendo o cruzamento de uma série de informações para chegar aos executores e mandantes do homicídio do juiz Leopoldino Marques do Amaral. Para chegar até o empresário Josino Guimarães, além da denúncia do juiz foi levantada a informação de que ele é proprietário da Fazenda Liberdade, localizada na em Cáceres (região oeste).
No aeroporto de Cuiabá, descobriu-se que dois aviões bimotores com plano de vôo para a fazenda decolaram na manhã do dia 4. A última vez que o juiz Amaral foi visto com vida foi por volta das 23h30 do último dia 3. A PF não descarta a possibilidade de o juiz ter caído numa cilada.
Mistério - O policial militar do setor de investigações da Polícia Nacional Paraguaia, Jorge Atário, 35, foi encontrado enforcado hoje na sala de sua residência, na cidade de Pedro Juan Caballero. O militar era amigo do juiz Leopoldino do Amaral e estaria ajudando o magistrado nas investigações particulares.





