Porto Alegre, 04 (AE) - O procurador da República em Rio Grande (RS), Carlos Augusto Cazarré, ingressou hoje com recurso para aumentar a pena imposta pela Justiça Federal do município aos empresários Francisco Renan Proença, presidente eleito da Federação das Indústrias do Estado (Fiergs), Armando Fasolo Filho e Antoine Haddad pelo crime de evasão de divisas. A ação, impetrada junto ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF), pede também que a pena de prestação de serviços à comunidade, determinada na primeira instância seja convertida em prisão fechada.
Os três empresários haviam sido condenados em março passado a dois anos de dois meses de reclusão (transformados em prestação de serviços comunitários) pelo crime de evasão de divisas no valor de US$ 40,7 milhões. Renan e Fasolo Filho, diretores da Indústria Fasolo, e Haddad, da Aurora Indústria e Comércio de Couro, foram responsabilizados por operações fraudulentas de importação e exportação de couro bovino em dezembro de 1989. De acordo com o procurador, o pedido de pena privativa de liberadade pretende destestimular a prática dos crimes de "colarinho branco".

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